"Leia como quem beija, beije como quem escreve"
(Maxwell F. Dantas)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

(E)TERNO

O relógio na minha parede
Empareda em mim o tempo
Pra que eu dele não me perca.
O elo eu
Perdido no tempo tal-qual-quer
Sereno.

O relógio na minha parede
Não tem pressa, indo, vindo,
Na pressão me tem preso
No tempo que envelhece
Meus sonhos idos(os).

O relógio na minha parede
Vai atrás do tempo, errante.
Pendular meia-lua.
De tempos em tempos, minguante.
Crescente balança cheia,
Inteiramente nova.

O relógio na minha parede
É cravo
Do tempo cravado
Em ciclos.
Roda do tempo
Rodado.

Sérgio Janma, 15.11.2016.







quarta-feira, 28 de setembro de 2016

EROS


imagem: William-Adolphe Bouguereau,
 ''A young girl defending herself against Eros''
Duelo
com o amor 
e tiro
rápido e certeiro
alma, lama
e rancor

Sérgio Janma

Insone

Molas do colchão 
no açoite
amolam
o meu corpo
(dor)mente
para mais uma insone noite .

Sérgio Janma


Michal - Macku - G - ellageNo.6